É verdade. Descartado de forma incorreta, o óleo é um poluente. Ele não se mistura com a água e, como é mais leve, fica boiando na superfície, impedindo a entrada de luz e ar, essenciais para a vida aquática.
Além disso, o óleo pode entupir as redes de esgoto e exige um tratamento especial para ser retirado das águas, o que encarece as contas no final do mês.
De acordo com o gerente da Estação de Tratamento de Água (ETA) da Sabesp, Edgar Nardini, o tratamento é feito com reagentes que coagulam as impurezas e facilitam sua retirada.
" Em águas menos poluídas é aplicado o sulfato de alumínio, um coagulante leve. Quando a poluição é maior, se usa o sulfato férrico. E em casos de muita poluição, é aplicado o cloreto férrico, que coagula até tinta", explica.
Após o tratamento realizado pela Sabesp, a água torna-se consumível novamente pela população, mas não está 100% pura. Por isso, o melhor a fazer é evitar a poluição das águas para que o tratamento não precise ser realizado com coagulantes químicos.
Para Nardini a melhor forma de reduzir a poluição é com a reciclagem. "Nosso trabalho de cidadão é preservar os rios, represas e os mananciais não desmatando as florestas e não fazendo plantações com fertilizantes perto desses recursos. A cada ano são retiradas toneladas de sujeira das represas. Garrafas pet, postes, pneus, latas, etc. Para reduzir esse lixo nós devemos reciclar tudo que for possível", opina. Se depender da Bioauto, a água terá um futuro brilhante.